segunda-feira, 22 de junho de 2015

USO DE AGROTÓXICOS NO BRASIL DOBROU, ALIMENTOS CONTAMINADOS E MILHARES DE INTOXICAÇÕES


uso de agrotóxicos no Brasil mais que dobrou, segundo IBGE, entre os anos de 2002 e 2012 a venda aumentou 115%. Paralelo a isso, de 2007 a 2014 foram registradas 34.147 notificações por intoxicações, e um terço dos vegetais mais consumidos pelos brasileiros apresentam resíduos de agrotóxicos em níveis inaceitáveis. Um dossiê da ABRASCO alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde, uma enorme contribuição na luta contra o silêncio, contra a retórica da ocultação, e mostra caminhos alternativos.
O uso de agrotóxicos na agricultura do Brasil saltou de 2,7 quilos por hectare em 2002 para 6,9 quilos por hectare em 2012. O processo produtivo agrícola brasileiro está cada vez mais dependente dos agrotóxicos e fertilizantes químicos. De acordo com o IBGE, Nunca se usou tanto agrotóxico nas lavouras brasileiras, 115% foi o quanto aumentou a comercialização de agrotóxicos por área plantada no Brasil entre 2000 e 2012.

Desde 2008, o Brasil ocupa o lugar de maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Os impactos na saúde pública são amplos, aponta o dossiê ABRASCOatingem vastos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais, como trabalhadores em diversos ramos de atividades, moradores do entorno de fábricas e fazendas, além de todos nós, que consumimos alimentos contaminados. Tais impactos estão associados ao nosso atual modelo de desenvolvimento, voltado prioritariamente para a produção de bens primários para exportação.

Ocultar, justificar e desqualificar continuam sendo as armas para impor o silêncio que tem bloqueado a realização de um amplo e bem informado debate público sobre a tragédia dos agrotóxicos, relata o dossiê.
achel Carson lançou o livro Primavera Silenciosa em 1962, mostrou como um dos agrotóxicos penetrava na cadeia alimentar e acumulava-se nos tecidos gordurosos dos animais, inclusive do homem. A maior contribuição de suas ideias foi a conscientização pública de que a natureza é vulnerável à intervenção humana. Em 2010 pesquisadores realizaram estudos, identificando agrotóxicos no leite de mães que residem no município de Lucas do Rio Verde em MT, o leite materno que deveria ser puro, tem produtos químicos que podem ser nocivos a saúde do bebê.
Outro dado assustador mostra que um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros estão contaminados pelos agrotóxicos, segundo análise de amostras coletadas em todos os 26 estados do Brasil, realizada pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) da Anvisa (2011).
O nível médio de contaminação das amostras dos 26 estados brasileiros está distribuído pelas culturas agrícolas da seguinte maneira: pimentão (91,8%), morango (63,4%), pepino (57,4%), alface (54,2%), cenoura (49,6%), abacaxi (32,8%), beterraba (32,6%) e mamão (30,4%), além de outras culturas analisadas e registradas com resíduos de agrotóxicos.


Os agrotóxicos podem causar danos à saúde extremamente graves, como alterações hormonais e reprodutivas, danos hepáticos e renais, disfunções imunológicas, distúrbios cognitivos e neuromotores, cânceres, más-formações fetais, doenças de pele, doenças respiratórias e outros efeitos crônicos. Muitos desses efeitos podem ocorrer em níveis de dose muito baixos, como os que têm sido encontrados em alimentos, água e ambientes contaminados.
A indústria continua designar os agrotóxicos como defensivos agrícolas é o artifício retórico mais elementar para dissimular a natureza nociva desses produtos. Por um lado, ele sugere que os agrotóxicos supostamente protegem os cultivos; por outro, oculta os efeitos deletérios desses produtos sobre a saúde humana e o meio ambiente.
Uma verdade cientificamente comprovada: os agrotóxicos fazem mal à saúde das pessoas e ao meio ambiente. Não é por falta de confirmação dos efeitos nocivos à saúde e ao ambiente que a grave situação de uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil não é revertida. Evidências científicas e correlação direta entre uso de agrotóxicos e problemas de saúde. Essas informações foram confirmadas por diversas fontes, relatos e denúncias, no Brasil e no exterior.


Read more: http://www.plugbr.net/uso-de-agrotoxicos-no-brasil-dobrou-alimentos-contaminados-e-milhares-de-intoxicacoes/#ixzz3dmxo5b00



quarta-feira, 27 de maio de 2015


CÂNCER DE BOCA É O 5º MAIS COMUM ENTRE HOMENS NO BRASIL E CRESCE POR FALTA DE PREVENÇÃO

Uso do cigarro e do álcool são os principais fatores de risco da doença

  • Getty Images


    • O câncer oral ou de boca envolve a região
      dos lábios e a cavidade interior da boca

      O cigarro e o álcool, além de potencializar o aparecimento de várias doenças, são os principais fatores de risco de câncer de boca – doença agressiva que pode mutilar o rosto e matar.
      No Brasil, este é o quinto tipo de câncer mais comum entre os homens. Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) estimam que surgirão 14.120 novos casos de câncer de boca no país somente em 2010, dos quais 10.330 em homens e 3.790 em mulheres.
      Os homens são as principais vítimas, pois costumam fumar e beber mais. No entanto, com a mudança de hábitos, a doença também se alastra entre as mulheres. Atualmente é o sétimo tipo de câncer mais comum entre elas. Em 2007, era o oitavo.
      Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 43% das mortes por câncer em todo o mundo são causadas pelo consumo do tabaco, do álcool, por maus hábitos alimentares e de estilo de vida e infecções.
      O câncer oral ou de boca envolve a região dos lábios e a cavidade interior da boca. Isto é, podem afetar as bochechas, língua e embaixo dela (assoalho), o céu da boca (palato duro) e as amídalas. Em casos mais extremos, quando há metástase, pode chegar à região da orofaringe (pescoço) e subir para o rosto.
      Segundo Teresa Márcia Nascimento de Morais, consultora da Associação Brasileira de Odontologia, quem fuma tem 25 vezes mais chance de ter doenças na boca do que os não fumantes, o que pode piorar com a ingestão de bebidas alcoólicas.

      Isso acontece porque o tabaco e o álcool causam alterações nas células da mucosa da boca e da pele, capazes de acelerar o crescimento das células cancerígenas e aumentar as chances de lesões e tumores.
      Quem deve detectar essa anormalidade é o cirurgião dentista, após biópsia. Teresa orienta a procurar um deles ao perceber ferida, nódulo, lesão ou manchas avermelhadas, escuras ou esbranquiçadas na boca, que não cicatrizaram em uma semana.

      Prevenção
      A lógica da prevenção é a mesma de outros tipos de câncer. Quanto antes identificado, melhor, pois isso pode evitar o tratamento com quimioterapia e radioterapia, e aumentar as chances de cura, explica a dentista.
      - Quando o câncer é detectado nos estágios mais avançados, a pessoa pode perder completamente áreas expostas da face, como o nariz, queixo, olho, orelhas. É um tratamento que mutila e impede o convívio social.
      Se tratado logo no início, a chance de cura chega a quase 80%, segundo dados da OMS.
      A exposição ao sol sem proteção também aumenta as chances de adquirir o câncer de lábios, o carcinoma de boca mais comum entre os brasileiros. Segundo a cirurgiã dentista Denise Abranches, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que trabalha no setor de Estomatologia (especialidade que estuda doenças da boca) do Hospital São Paulo, pessoas que trabalham ao ar livre, como garis, trabalhadores rurais e motociclistas, costumam ser vítimas. A falta de informação, segundo ela, ajuda na descoberta tardia do diagnóstico.
      Pesquisas internacionais já associaram a prática do sexo oral ao câncer de boca. No entanto, os especialistas consultados pelo R7 afirmam que isso não é comprovado.
      Para orientar a população, Denise e sua equipe desenvolveram um site com dicas de prevenção ao câncer de boca que mostra o quanto a ação do paciente influencia de forma decisiva para evitar o problema.
      - Deixar de fumar, beber, usar o protetor solar labial e ir ao dentista a cada seis meses são as medidas principais. Mas manter uma dieta saudável e evitar o uso de próteses e dentes que machucam a mucosa também são medidas preventivas eficazes, além do  autoexame na boca.
      O autoexame é indicado para homens e mulheres acima de 40 anos, fumantes e usuários de bebida alcoólica. Veja como fazê-lo no vídeo abaixo, elaborado pela equipe da Unifesp.

      Tratamento
      O tratamento do câncer de boca é multidisciplinar, ou seja, depende da ação conjunta do dentista e do cirurgião de cabeça e pescoço, além do apoio de fonoaudiólogo e mesmo de um psicólogo, quando a cirurgia deforma o rosto do paciente. Segundo Onivaldo Cervantes, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, o procedimento adotado no tratamento depende da gravidade do tumor, ou seja, se é inicial (menor de 4 cm), médio (até 4 cm) e avançado (acima de 4 cm).
      Nos casos mais simples, a cirurgia pode acabar com a doença, ao retirar o tumor. No entanto, se há presença de tumor na região cervical (pescoço), é necessária a cirurgia para retirada, conhecida como esvaziamento cervical, se houver chance dele se espalhar.
      Quando o câncer se espalha, a cirurgia de retirada pode significar a remoção de algumas partes da face, deixando o paciente literalmente mutilado. Por isso, muitas vezes a operação envolve a necessidade de reconstituição facial feita pelo próprio cirurgião dentista e, em alguns casos, com auxilio do cirurgião plástico.
      Após essa cirurgia, é comum o paciente ter dificuldades de fala, sanadas com orientação de um fonoaudiólogo. Um psicólogo pode ser necessário também.
      - Em casos de cirurgia radical, quando o tumor se espalha, pode acontecer de ser retirada toda a língua, o lábio, axila. São partes que serão reconstruídas com músculo retirado de outras partes do corpo e enxertos. Usamos também a fíbula para refazer a mandíbula ou próteses.
      Vale lembrar que durante o tratamento, o paciente pode ter dificuldade ou mesmo ficar impossibilitado de comer. Por vezes pode ser alimentado por uma sonda ligada entre o nariz e o estômago ou outra ligada diretamente ao órgão. Nos casos extremos, o paciente pode morrer de desnutrição. O corpo desnutrido e debilitado por um tumor também aumenta as chances de morte.

      Fonte:Camila Neumam, do R7

      quarta-feira, 20 de maio de 2015

      RECOLHIMENTO DE CHAPAS DE RAIOS X (RADIOGRAFIAS)





      Recolhimento de chapas de raio-x - Muitas pessoas acabam guardando as chapas de seus exames de raio-x por anos como se fosse um documento importante, mas exames com resultados normais não ha necessidade de serem guardadas a não ser que seja por orientação do seu médico. As chapas também não podem ser descartadas no lixo comum por conterem elementos tóxicos nocivos ao meio ambiente, contaminando o solo e lençóis freáticos.
      Por isso existem empresas especializadas no Recolhimento de chapas de raio-x como a Futura Soluções Ambientais que trata as chapas retirando toda a toxidade, podendo destacar metanol, amônia, cromo; algumas ainda possuem brometo, dentre outros solventes orgânicos. Com o tratamento correto conseguimos torna-las aptas para reciclagem e assim retornar a linha de produção para a fabricação de capas de caderno, recipientes, pacotes, dentre muitos.
      “Metais pesados possuem efeito acumulativo no organismo e podem causar problemas renais, gastrointestinais, motores e neurológicos. Além disso, outras substâncias utilizadas na composição dos produtos de revelação de imagens podem causar irritação nas vias aéreas superiores e olhos, além de problemas dermatológicos” (Daniel Marques Périgo, gerente de sustentabilidade do Grupo Fleury)
      Chapa de raio-x , filme radiográfico, Películas de raio x, são alguns dos seus sinônimos. Além disso recolhemos outras películas como a de tomografia, mamografia, Fotolito (filmes de gráfica) e Filmes de raio-x industrial.

      Existem empresas especializadas para esse recolhimento. 

      terça-feira, 19 de maio de 2015

      BEM-ESTAR E QUALIDADE DE VIDA COM UMA PERFEITA SAÚDE BUCAL


      Estamos indiscutivelmente vivendo um momento em que cada vez mais pessoas buscam por isso. Com o aumento da expectativa de vida , todos querem viver bem e melhor.
      Além disso , temos o fenômeno da democratização da informação  e do consumo de produtos e serviços. Na moda , observamos isso nas redes de fast fashion trazendo roupas assinadas por estilistas famosos antes inaccessíveis à maioria. Temos blogs especializados em maquiagem, em como coordenar peças de roupas, blogs na área de saúde que ensinam muito sobre prevenção, alimentação e  etc. Alimentos orgânicos e integrais hoje são disponíveis na maiorias dos supermercados e as academias estão cheias de gente informada buscando saúde e beleza.
      O mesmo  acontece com a preocupação com a boca e o sorriso. É compensador comparar como era o atendimento no consultório odontológico a 10 anos atrás. Grande parte dos clientes  procuravam o dentista em situação limite onde a preocupação era quais dentes terei de tratar o canal e/ou quais vou perder. É claro que isso ainda faz parte de nossa realidade, mas, em contrapartida, aumentou a procura por tratamentos preventivos e estéticos.
      Importante dizer que aliado ao maior acesso da população aos tratamentos houveram importantes avanços tecnológicos na área. E o cirurgião dentista está entre os profissionais que mais investem em aprimoramento profissional após a graduação no Brasil.
      Além de materiais cada vez mais semelhantes aos dentes naturais , podemos hoje dar uma maior PREVISIBILIDADE ao tratamento, ou seja, é possível que o cliente tenha uma ideia muita próxima de como seus dentes ficarão após o tratamento de reabilitação oral antes mesmo de iniciá-lo.
      Quando o paciente contrata um serviço de reabilitação para ter um novo sorriso , o especialista vai inicialmente fazer o registro de sua condição atual através de fotos e modelos. Estas imagens vão para o computador onde  é feito  um “projeto “do novo sorriso. Em seguida , se faz o que chamamos de make-up dental, que nada mais é que uma réplica do resultado final. Normalmente é  feito em resina  no laboratório , já na cor, formato, tamanho e inclinações que pretendemos atingir no tratamento final.
      Este projeto, após aprovado, serve ainda de guia para o dentista e muitas vezes serve como o provisório que o paciente irá utilizar até que o tratamento definitivo fique pronto, o que pode envolver a colocação de implantes dentais , plásticas de gengiva  além de procedimentos estéticos restauradores. Quando o make-up é instalado na boca , o paciente pode ver como exatamente ficará o seu sorriso.
      E da pra imaginar o que um sorriso transformado faz com a autoestima de uma pessoa. Sem falar que , sentir-se bem consigo mesmo  nos abre portas para a  vida social com  trabalho, família e amigos . E vamos combinar que não há roupa da moda ou maquiagem bem feita que compense dentes mal cuidados!
      Fonte:http://www.conquistodontologia.com.br/bem-estar-e-qualidade-de-vida/

      quinta-feira, 14 de maio de 2015


      ORIENTAÇÕES SOBRE AS PRECAUÇÕES DE CONTATO PARA OS VISITANTES NO HOSPITAL


      Quando o médico decide que a internação de uma pessoa é necessária, alguns transtornos no convívio com familiares, amigos e no trabalho, geralmente ocorrem, para tentar amenizar estes problemas e ajudar no processo de recuperação deste paciente o corpo clínico do hospital permite que as pessoas possam visitar o paciente internado, para que isso ocorra com segurança a instituição de saúde e visitantes devem ter alguns cuidados para evitar infecções hospitalares. Novas recomendações para este procedimento foram lançadas recentemente por um grupo de especialistas nesta área.

      As novas recomendações publicados online em Controle de Infecção e Epidemiologia Hospitalar , a revista da Society for Healthcare Epidemiology of America (SHEA), os especialistas em doenças infecciosas, indicam quais as precauções para visitantes de pacientes com doenças infecciosas, para que possa reduzir as possibilidades de visitantes espalharem bactérias perigosas dentro da unidade de saúde e também para a comunidade.


      O Comitê de Diretrizes Shea, composto por especialistas em controle e prevenção de infecção, desenvolveu as recomendações baseadas em evidências disponíveis, fundamentação teórica, considerações de ordem prática, uma pesquisa de opinião membros Shea, autor e consideração de dano potencial, quando aplicável.
      Uma vez que nem todos os patógenos apresentam o mesmo risco de transmissão para os visitantes, as orientações se destinam a proteções que devem ser tomadas para patógenos distintos.
      Autores do estudo lembram que as precauções com os visitantes só deverão ser implementadas pelos hospitais se eles tiverem condições reais de aplicar efetivamente e acompanhar rotineiramente o cumprimento das mesmas. Estabelecimentos de saúde devem utilizar as orientações como uma estrutura para o desenvolvimento de políticas de instalações. As recomendações incluem:
      ·         A higienização das mãos realizada antes de entrar e imediatamente depois de sair de um quarto do paciente.
      ·         Em áreas onde eles são endêmicas, Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e resistente à vancomicina enterococos (VRE) não requerem precauções de isolamento de contato para os visitantes, dada a sua prevalência na comunidade. No entanto, considerações especiais devem ser feitos para os visitantes imunocomprometidos ou incapazes de praticar uma boa higiene das mãos.
      ·         Visitantes de pacientes com organismos gram-negativos, como carbapenem-resistente Enterobacteriaceae (CRE) e Klebsiella pnemoniae carbapenemase (KPC), deve seguir as precauções de contato para ajudar a prevenir a transferência de patógenos para os hóspedes.
      ·         Patógenos intestinais, como a Clostridium difficile e norovírus, são potencialmente prejudiciais para os visitantes e tem baixa prevalência na comunidade, para precauções de contato de isolamento devem estar no local.
      Veja mais recomendações em Society for Healthcare Epidemiology of America (SHEA).
      Uma pesquisa com membros do SHEA mostrou que a maioria dos seus estabelecimentos de saúde têm políticas para visitação de pacientes em isolamento e internação, muitas dessas políticas são transmitidas para a equipe, mas muitas instituições não fiscalizam o cumprimento das políticas pelos visitantes.
      Os autores recomendam ainda, aprofundar nas pesquisas sobre o papel dos visitantes na transmissão de infecções associadas aos cuidados de saúde para definir melhor o risco e as medidas preventivas necessárias.

      terça-feira, 5 de maio de 2015


      PASTAS DENTAIS REALMENTE CLAREIAM OS DENTES?

      Pastas dentais realmente clareiam os dentes?




      Pastas dentais que prometem o clareamento, clareiam mesmo os dentes?

      Se você é do tipo de pessoa que raramente escova os dentes, que vive de refrigerantes, bolachas, salgadinhos (de saquinhos), que nunca passa fio dental, toma café a toda hora, a resposta é SIM.
      Após uma escovação bem feita, qualquer dente fica mais branco!
      Mas, hoje em dia o comum é ver comercial de pastas dentais que prometem sorriso branquíssimo e hálito mais do que puro, o que fará você conquistar em segundos a pessoa mais bonita e interessante do mundo.

      E qual a verdade por trás desses cremes dentais branqueadores?

      Segundo o jornal da ABO (associação Brasileira de Odontologia), os cremes dentais com essa função apresentam abrasivos que exercem um leve polimento superficial nos dentes, removendo manchas SUPERFICIAIS. 
      Esses produtos devem ser vistos como coadjuvantes na manutenção do efeito clareador conseguido com as técnicas realizadas pelo profissional de Odontologia e não como clareadores.
      Um lançamento interessante é um creme dental que possui um efeito instantâneo de branqueamento percebido logo após a escovação. A percepção de um sorriso mais branco acontece pela presença de pigmento azul em sua fórmula, este produz uma espuma que forma um filme sobre os dentes.

      Conclusão:
      Esses produtos podem sim alterar a cor dos dentes, mas não devemos esperar mudanças expressivas. É importante lembrar que o uso desses produtos deve ser alternado com outros de abrasividade menor, para NÃO agredir a camada de esmalte em longo prazo.

      Conselho: Nem pense em usar produtos caseiros para branquear seus dentes, tais como o bicarbonato. Se você escovar os dentes com bicarbonato, irá remover a camada de esmalte.
      Limão também causa abrasão.
      Esqueça essa ideia!


      O melhor:
       Procure um dentista e faça um polimento, uma profilaxia. Faça um clareamento se desejar. E para manter os resultados, use as pastas dentais branqueadoras, mas não por muito tempo!



      Baseado no artigo especial "Clareamento, o cartão de visita da Odontologia", do jornal da ABO* (número 125, p. 8 - maio/junho 2010).
      ABO*: Associação Brasileira de Odontologia

      terça-feira, 6 de setembro de 2011

      Cuidados bucais - chave para o sucesso dos transplantes de órgãos

      Tradução resumida

      Original em: http://www.medicalnewstoday.com/articles/146282.php



      Estudo após estudo apontam para a ligação entre a saúde oral e o bem-estar geral. Para milhares de americanos à espera de um transplante de órgão a manutenção de uma boa saúde oral, livre de infecção, é fundamental para o sucesso da terapia e requer atendimento odontológico especializado e o aumento da conscientização sobre a importância da saúde oral para ambos, doadores e receptores de órgãos.
      De acordo com dados do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, mais de 25.000 procedimentos são realizados nos Estados Unidos a cada ano para substituir órgãos, incluindo coração, rins, fígado, intestinos e pâncreas. Os pacientes transplantados recebem diversos medicamentos para prepará-los fisica e emocionalmente.
      Imunossupressores como ciclosporina, prednisona e azatioprina, são algumas das drogas anti-rejeição destinadas a reduzir a probabilidade de insucesso do transplante. Esses medicamentos também podem suprimir a formação de saliva e, por sua vez, favorecer o ressecamento oral, um terreno ideal para as infecções bucais e sistêmicas.
      No Childrens Hospital de Los Angeles, uma equipe de médicos e dentistas lidam com a responsabilidade de cuidar de crianças criticamente doentes. Para a equipe, as questões de saúde bucal são vitais quando se trabalha para salvar a vida de uma criança doente. “Nós temos tratado crianças a partir dos seis meses de idade que foram diagnosticadas com doença cardíaca congênita ou que tenham sido afetadas por doenças graves nos rins ou no fígado e agora estão se preparando para receber um transplante de órgão”, disse José Polido, da Escola de Odontologia da USC (University of Southern California).
      Problemas sistêmicos podem afetar o desenvolvimento dos dentes. Dependendo da idade da criança, tais problemas podem danificar os dentes decíduos, dentes permanentes, ou porções desses dentes. Polido disse que os dentes do bebê e os dentes permanentes podem desenvolver problemas como a hipoplasia do esmalte generalizada e hipomineralização - má formação e mineralização do esmalte, facilitando o aparecimento de cáries.
      Após os transplantes, eles ainda têm que tomar medicamentos anti-rejeição que comprometem ainda mais o seu sistema imunológico e aumentam a chance de infecções, que podem incluir candidose, herpes e outras infecções bacterianas agressivas, incluindo a doença periodontal.
      Além disso os pais precisam de vigilância diária com os hábitos de seus filhos e com a qualificação dos profissionais de saúde bucal de seus filhos. Alguns cuidados básicos podem ser sugeridos:
      - Fornecer ao seu filho opções alimentares saudáveis e reduzir a ingestão de alimentos açucarados.
      - Verificar se as crianças estão escovando os dentes duas vezes por dia e usar fio dental se possível.
      - Pedir orientações a profissionais de saúde regularmente.
      - Sempre consultar os membros da equipe de transplante antes de procurar tratamento dentário.
      - Procurar dentistas com formação adequada e com experiência em odontologia hospitalar.
       Uma boa saúde bucal deve se tornar parte da rotina diária, a fim de garantir a saúde geral para a criança ou para o adulto. Para aqueles que esperam por uma segunda chance na vida os cuidados orais são fundamentais para o sucesso do transplante de órgãos.

      Fonte:
      Angelica Urquijo
      Faculdade de Odontologia
      University of Southern California